Prevenção cardiovascular começa na infância.
Muitas famílias se surpreendem ao descobrir que crianças e adolescentes também podem apresentar colesterol e triglicerídeos elevados. Esse problema, conhecido como dislipidemia infantil, é cada vez mais frequente e representa um importante fator de risco para doenças cardiovasculares no futuro.
A Dra. Liana Martinho, na Clínica Martinho em Manaus, avalia o perfil lipídico da criança em conjunto com o histórico familiar, o estilo de vida e outros fatores de risco, propondo estratégias eficazes e adequadas para cada idade.
O colesterol é uma gordura essencial para o organismo, presente em membranas celulares e utilizado na produção de hormônios, vitamina D e sais biliares. Ele é transportado no sangue por partículas chamadas LDL (o "colesterol ruim") e HDL (o "colesterol bom"). Já os triglicerídeos são a principal forma de reserva energética do corpo. Quando qualquer um deles ultrapassa os valores considerados saudáveis, chamamos de dislipidemia.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda avaliar o perfil lipídico em crianças a partir dos 10 anos e, mais precocemente (a partir dos 2 anos), quando há:
Detectar cedo altera drasticamente o prognóstico. Aterosclerose (formação de placas nas artérias) já começa silenciosamente na infância!
O tratamento sempre começa com mudanças no estilo de vida, envolvendo toda a família:
Quando as medidas de estilo de vida não são suficientes (especialmente em casos genéticos), pode ser necessário o uso de medicamentos. A decisão é sempre criteriosa, considerando idade, gravidade e risco cardiovascular. Estatinas seguras são liberadas para uso pediátrico em situações específicas.
Nenhum tratamento é eficaz se toda a família não estiver engajada. A alimentação da criança é o reflexo da casa. Cozinhar juntos, incluir a criança na escolha dos alimentos e reduzir o consumo de ultraprocessados são estratégias fundamentais.
A avaliação pela endocrinologista pediátrica em Manaus permite entender se o quadro é primário (genético) ou secundário, identificar riscos associados e traçar um plano individualizado que respeite o desenvolvimento saudável da criança.
Sim! Muitas dislipidemias são genéticas e independem do peso.
Na maioria dos casos, sim. Em casos genéticos, pode ser preciso associar medicamento.
Depende do resultado inicial e do risco. Normalmente entre 6 e 12 meses após ajuste do estilo de vida.