Diagnóstico especializado das doenças da suprarrenal.
As glândulas adrenais (ou suprarrenais) são pequenas estruturas localizadas acima de cada rim, mas com funções vitais no organismo. Produzem hormônios essenciais como o cortisol (hormônio do estresse), a aldosterona (regulação do sódio, potássio e pressão arterial), a adrenalina/noradrenalina e os andrógenos. Quando essas glândulas funcionam em excesso ou em falta, aparecem doenças de repercussão importante na infância.
A Dra. Liana Martinho, endocrinologista pediátrica em Manaus, é referência no diagnóstico e tratamento de doenças adrenais em crianças e adolescentes.
É uma doença genética em que a glândula adrenal não consegue produzir cortisol de forma adequada, levando ao acúmulo de andrógenos. A forma clássica pode ser identificada no Teste do Pezinho. Manifesta-se com virilização (nas meninas), crises de perda de sal em bebês e alterações do crescimento e da puberdade. Requer tratamento contínuo com reposição hormonal.
Ocorre quando as adrenais produzem menos hormônios do que o necessário. Pode ser primária (dano na própria glândula) ou secundária (falha na hipófise). Sintomas: fraqueza, perda de peso, hiperpigmentação da pele, baixa pressão, hipoglicemia. A crise adrenal é uma emergência.
Excesso de cortisol, seja por doença ou pelo uso prolongado de corticoides. Provoca ganho de peso central, face arredondada, estrias violáceas, hipertensão, fraqueza muscular e atraso do crescimento na criança.
São raros na infância, mas exigem investigação em casos de hipertensão de início precoce e sintomas paroxísticos.
Envolve exames laboratoriais como cortisol sérico e salivar, ACTH, 17-hidroxiprogesterona, aldosterona, renina, DHEA-S, teste de estímulo com ACTH e teste de supressão com dexametasona. Exames de imagem (ultrassom, tomografia, ressonância) podem ser necessários para avaliar as glândulas.
Muitas dessas doenças, quando diagnosticadas precocemente, permitem tratamento eficaz e vida plena, mas exigem acompanhamento contínuo com endocrinologista pediátrica.
Pacientes com insuficiência adrenal necessitam de orientação especial: portar cartão de identificação, saber ajustar a dose de corticoide em situações de estresse (febre, cirurgia, trauma) e ter medicação injetável disponível para emergências.
Sim, é uma doença genética autossômica recessiva. Ambos os pais precisam ser portadores para gerar um filho afetado.
Sim, o uso prolongado pode suprimir a adrenal. A retirada deve ser sempre gradual, orientada por médica especialista.
Depende. Muitas requerem tratamento crônico, mas com excelente qualidade de vida quando bem controladas.